Abismos, do dramaturgo colombiano Diego Fernando Montoya, Prémio Nacional de Dramaturgia 2025, interna-se em lugares onde a violência continua a actuar inclusive quando os factos parecem ter terminado. O espectáculo trabalha com vozes fraturadas, recordações que regressam de maneira incompleta e corpos atravessados por aquilo que resulta difícil nomear. Não procura reconstruir uma história fechada, deixa aparecer as suas marcas, as suas interrupções, aquilo que permanece aderido à memória.